Deputado estadual por Mato Grosso e uma das mais importantes lideranças do União Brasil no Estado, Júlio Campos defendeu que os pretensos candidatos à Prefeitura de Cuiabá em 2024 estejam bem avaliados frente à opinião pública. Na avalição dele, não adianta construir um projeto se a candidatura não se apresentar consolidada ou bem avaliada.
Contudo, o ex-governador avaliou que não prospera depositar totalmente as expectativas nas pesquisas, lembrando da própria candidatura em 1998, quando ele se despontava em primeiro lugar, mas quem acabou saindo vitorioso daquele pleito foi o então governador Dante de Oliveira.
“Acho que você enfrentar uma eleição sem ter uma boa avaliação perante a opinião pública, uma pesquisa bem feita, consolidada, é até uma loucura. Eu não aceitaria disputar uma eleição se meu nome não tivesse bem nas pesquisas. É instrumento válido”, destacou, durante entrevista na última semana.
“Pesquisa não significa eleição. Eu, em 98, tinha 58% e meu rival, o governador em exercício Dante, tinha 13%. No final, quando terminou a eleição, ele teve 51% e eu 49%. Tem que trabalhar. Agora, ninguém sai pra uma candidatura do zero. Aí é muito arriscado”, emendou.
Com isso, ele avalia que para sair já bem colocado, o possível candidato precisa construir uma relação com eleitorado. “Quem quiser ser candidato coloque seu nome aí. Comece a trabalhar nos bairros. Visitar feira, visitar associações comunitárias, formar diretório”, colocou.
UNIÃO BRASIL
No rol de possíveis candidatos do União Brasil despontam o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, o deputado federal Fábio Garcia, o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. Apesar de citados por Júlio Campos, o ex-governador ainda reforçou que é muito cedo para discutir os nomes, mas destacou a importância da opinião pública.
“Temos o deputado Fábio Garcia, deputado Eduardo Botelho, o secretário Mauro Carvalho, o secretário de Saúde Gilberto Figueiredo e o secretário Rogério Gallo. Quem sabe, muitas vezes, você acha que fulano de tal, por causa da atuação política, é o nome mais forte, muitas vezes na opinião pública, não. Talvez o gestor que não esteja nem participando de política possa ser o melhor candidato. Vamos aguarda, está um pouco cedo”, finalizou.
Acesso 21/03/23 , Disponível em Hnt.com.br